quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

O meu primeiro Roseicollis manso, criado pelos pais :)

 Isto seria impossivel nesta idade com um passaro bravo
 Meigo e sem medos mas ainda não me dá beijinhos :(
 Aqui dá para ver melhor a cor, se bem que não sei ainda se vai ficar 
testa laranja como o pai (Casca)
E aqui o pormenor da cor DD Acqua.
No exterior ele tende a ficar mais agitado do que dentro de casa.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2013

Abordagem ao Pássaro com Vomito

--- Este artigo é meramente informativo, não substitui uma consulta veterinária, não serve de diagnóstico. Em caso de duvida ou doença não hesite em levar a sua ave ao veterinário. ---

ABORDAGEM GERAL

        Vomitos (expulsão proventrículo ou do estomago) e a regurgitação (expulsão dos alimentos ingeridos) ocorrem geralmente em pássaros de estimação. Em pacientes passeriformes é frequentemente difícil distinguir estes dois processos. Movendo-se de cranial para caudal, o intervalo digestivo de pássaros inclui o bico, cavidade oral, esofago cervical, colheita, esofago torácico, proventriculo, ventrículo, intestino pequenos, intestinos grandes e cloaca. Toda a obstrução deste intervalo da  lesão luminal ou do extraluminal pode causar a  regurgitação. O conhecimento das causas possíveis da regurgitação é necessário para projetar uma aproximação razoável ao diagnóstico e à terapia. Uma lista extensiva está incluída nas causas do vômito, quando os problemas mais comuns forem discutidos abaixo. Uma abordagem racional irá estreitar esta lista. Fazer um histórico cuidadoso para eliminar as  mais comuns da regurgitação. A idade, a espécie, e a alimentação do pássaro ajudarão no processo.

CAUSAS COMPORTAMENTAIS

        A primeira etapa em aproximar a regurgitação como um problema é distinguir a regurgitação comportamental da regurgitação causado por um problema médico. A regurgitação comportamental normal ocorre durante o namoro, a alimentação dos recém nascidos, e o  desmame ocasionalmente entre o aninhamento. Os pássaros podem adotar um membro da família (pessoa) ou um objeto em sua gaiola e tentar alimentá-la ou cortejar com regurgitação. Este comportamento é especialmente comum nos pássaros animais de estimação que são ligados altamente a seus proprietários. As perguntas durante o histórico podem revelar sinais simultâneos do comportamento reprodutivo (por exemplo, exposições do acasalamento, vocalização do namoro, ninho que procuram, etc.). Os pássaros com regurgitação comportamental devem ser saudáveis. A regurgitação pode também ser associada com a doença do stress e da motilidade.

CAUSAS MÉDICAS

As causas médicas da regurgitação são potencialmente sérias e devem ser investigadas. As causas comuns no animal de estimação pássaro estão listadas abaixo e devem ser consideradas primeiramente no paciente não diagnosticado a etiologia da regurgitação:
- tratamento
- infecção
- ingestão de corpo estranho
- medicação (especialmente drogas como doxiciclina, nistatina, cetoconazol, trimetoprim-sulfa)
- Trichomonas
- contaminação trato alimentar (especialmente comum nos pássaros pequenos, nos periquito australiano, e em outros psitacídeos pequenos)
- envenenamento
- estase da alimentação
- obstrução do filhote recém nascido
- doença da dilatação proventricular
 Um histórico completo pode ajudar identificar que os problemas persistem. Por exemplo, determinados pássaros são mais suscetíveis às doenças infecciosas que podem causar a regurgitação. Trichomonas são mais comuns em canários, em passáros , em periquitos, e em calopsitas do que nos pássaros maiores do que psitacídeos. A doença da dilatação proventricular pode ocorrer em muitas espécies, mas é a mais comum nos psitacídeos de tamanho médio abrigados em facilidades dentro de casa com ventilação pobre. A alimentação de objetos estranhos jogados aos pássaros permitidos por falta de supervisão causando ingesta  ocasional é papel determinante na dilatação. Os pássaros procurarão fugir buscando fontes da ligação (por exemplo, janelas, pintura, pedaços de vidro quebrados, etc) e vão  consumi-las. As plantas da casa são mastigadas frequentemente, e muitas podem causar a virada gastrintestinal e a regurgitação.

CAUSAS DE VÔMITO E DE REGURGITAÇÃO

-Causas comportamentais:
(Namoro, alimentação, excitação ou medo)
-Doença da dilatação proventricular
-Ingestão de corpo estranho
(brinquedos, jóias, madeira do puleiro, pedaços da gaiola)
-Toxinas
(causas de estase gastrointestinal, zinco da gaiola causando ulcera e degeneração do kaolin, plantas da casa causando irritação gastrintestinal, inseticidas)
- Causas Infecciosas
( fungos por dieta pobre ou uso de antibiótico de largo espectro, trichomonas, bacteria, infecção gram-negativa)
- Administração de Droga (Levamisole, Nistatina, Cetoconazol, Doxiciclina, sulfa com trimetoprim,
-Obstrução intraluminal
( impactação de grãos, queimadura do papo, impactação por  adenocarcinomas proventricular em papagaios e em Arara do Amazonas),Parasitas são mais comuns nos pássaros, periquito australiano e calopsita, íleo paralitico geralmente associado a infecções, Intussuscepção, torsão/volvo, enterólitos - raro mas ocorrem
- Obstrução Extraluminal ( tireoidite em periquito australiano, neoplasia hepática, ovo retido, formação de calo  depois de fratura externo
- Doenças Metabólicas
( Hiperuricemia,peritonite, pancreatite, desordens hepáticas, sepse)
- Outras Causas
(Alergia alimentar)

CAUSAS DE VÔMITO E REGURGITAÇÃO EM FILHOTES

- Causas infecciosas
(Bacteria geralmente gram negativas, fungos, vírus polyoma, infecção viral)
- Causas relacionadas a alimentação
( superaquecimento, consistência inapropriada, excesso de alimentação)
- Outras causas
(papo muito cheio, aerofagia,corpo estranho, maca da gaiola, sementes desidratadas)
- Causas comportamentais
( separação da mãe, alimentação do filhote )

DIAGNÓSTICO
Ao exame do pássaro regurgitando , os seguintes procedimentos são incluídos  frequentemente na avaliação diagnóstica rotineira:

Exame físico

 - a cavidade oral deve com cuidado ser inspecionada para corpos estranhos  e queimaduras. As causas comuns das placas na cavidade oral incluem a deficiência da vitamina A, o fungos,vírus do pox, e a infecção de Trichomonas e de Capillaria. A colheita deve ser palpada e iluminada para ajudar identificar objetos estranhos e ferimentos na parede do papo. O abdômen e a cloaca devem também ser com cuidado apalpados para procurar pelo deslocamento e ou distenção do órgão. Verifique as fezes caídas na gaiola para ver se há sinais do tamborete malformado ou descolorado (por exemplo, diarréia, melena, sangue, semente mal digerida, etc..) e compare a quantidade das fezes com a entrada do alimento. Quando escassos podem indicar o anorexia ou uma obstrução.

Contagem de sangue completa

 - os pássaros com doenças infecciosas  mostrarão frequentemente uma leucocitose e possivelmente um anemia. Os resultados anormais da bioquímica podem identificar problemas metabólicos ou problemas com um sistema específico do órgão que possa ser responsável pela regurgitação.
- citologia do alimento ingerido - é importante procurar Trichomonas, fungos, ovos de parasita, e as bactérias anormais.
- A flora anormal da cultura da cloaca inclui a maioria de bactérias gram-negativas, fungos, Staphylococcus aureus, e o Streptococcus hemolítico .
- flutuação fecal e exame direto para parasitas.
- Radiografia com ou sem contraste
-Fluoroscopia- muito útil em desordens  diagnosticando motilidade anormal tais como a doença proventricular da dilatação.
- Endoscopia do esôfago, papo, e a cavidade abdominal , sempre executar a radiografia primeiramente para identificar problemas potenciais.
- A endoscopia do proventriculo e do ventrículo através de uma incisão com rota serve para ser  usada à recuperar corpos estranho ou o restos comida compactado do estômago.
- Biopsia de órgãos suspeitos.

 TRATAMENTO

 O tratamento de pássaros regurgitando é de suporte visando o diagnóstico e eliminação da causa primaria. Os déficits de fluidos devem ser corrigidos pela administração fluida através das vias subcutâneas, intravenosas, ou intraosseas. Os valores normais para eletrólitos são mal definidos nos pássaros, mas as anormalidades brutas devem ser corrigidos durante a terapia fluida. As drogas devem ser dadas inicialmente através das vias parenterais. A alimentação pode ser um problema. Inicialmente, o paciente deve estar descansado (isto é, não dê nenhum alimento). Alimentação pode ser iniciada pela gavagem com uma fórmula que passe pelo tubo ou sonda alimentar, e facilmente digerida. Há pouco na literatura a respeito do controle farmacológico da emese em aves.  A  metoclopramida (0.5 mg/kg) e a cisaprida (1 mg/kg) foram usados estimular motilidade gastrointestinal.

Dr. Marcelo Botelho Migliano
Fonte: http://www.vin.com

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Canini, o Terapeuta de Penas, Introdução à AAA e TAA

O video mais recente da Agarus.

Os animais sempre tiveram um papel importante na vida do homem. Começaram por servir para manter a sua sobrevivência, desde o inicio dos tempos, através da sua carne, leite, peles, ossos, ovos, etc. Hoje em dia, gosto de acreditar que o homem está a caminhar para outro nível, em que a sua sobrevivência não depende dos animais como alimento. No entanto estes continuam a ter um papel importante na nossa vida. 
Rendemo-nos ao fascinio pelos animais, por meio do intelecto e também pelo sentimento que eles geram na maioria dos seres humanos.
Estudos recentes têm mostrado que o uso de animais tais como, cães, gatos, pássaros, cavalos, burros, golfinhos, etc., representa um contributo importante para o bem-estar social e psicológico das pessoas.   
Gostaria de vos deixar um pequeno PDF sobre como as aves podem de facto cuidar de nós e melhorar a nossa vida simplesmente através do seu contacto.
Tive a oportunidade de testar tanto a AAA (Actividade Animal Assistida) como a TAA (Terapia Animal Assistida) em doentes com alzheimer e depressivos. Em idosos e crianças. Tendo criado algumas das minhas aves especificamente para o contacto com pessoas idosas, ou com paralisia cerebral, ou crianças, ou pessoas com depressão, com resultados muito satisfatórios.

Uma ave não é apenas uma ave. Não é apenas ter uma ave, ou cuidar de uma ave. Pode ser o nosso terapeuta, pode cuidar de nós também :)


http://www.foc.com.br/Artigos/artigo_Aves_Terapeutas_-_A_presenca_das_aves_na_terapia_animal_assistida.pdf 

quinta-feira, 13 de dezembro de 2012

Anilhas

Alguns casais de bebés de anos anteriores conseguiram recentemente criar e ao faze-lo surgem uma serie de duvidas, uma das quais, as anilhas e o que fazer. Então gostava de partilhar com vocês a minha resposta.

Se é a primeira vez que as vossas aves têm bebés e não têm qualquer experiência a anilhar, eu não aconselho a anilharem os bebés, isto porque as anilhas costumam colocar-se aos 7 dias de vida e as patas são extremamente frágeis, com muita facilidade se pode deslocar ou partir, deixando a ave defeituosa.

As anilhas antes de mais, servem de marcação, quer seja para designar o ano em que ela nasceu e um número único que a só essa ave pertence (anilhas fechadas comuns) ou designar também o criador e o clube onde está inscrito (anilhas fechadas oficiais do clube onde o criador está registado) ou designar qualquer coisa que o criador assim deseje (anilhas fechadas personalizadas). Existe também a opção de anilhas abertas de marcação mas geralmente a maioria dos pássaros tiram-nas bem :) são mais usadas para isso mesmo, marcar. Numa gaiola com 10 passaros iguais, as aves destinguem-se umas das outras pelas anilhas de marcação, por exemplo.

No entanto, aqui fica um video que encontrei na net com a colocação de uma anilha num canário, que ainda é mais dificil de anilhar que um agapornis :) a minha dica vai para a parte final, em vez de se tirar o dedo de trás com as mãos, é melhor com um palito. A lubrificação da pata também é muito importante. A velha guarda usava cuspe mas acho que um lubrificante é aceitavel :)




terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Mais fotos do grupo dos Sossegadinhos

Ainda falta aqui uma foto do Grainha e do Jolie :P

O Canini com 21 dias.
O Clô com 39 dias.
O Rennie com 37 dias.
O Mozilla com 37 dias.
O Pepe com 28 dias.
O Nibu com 28 dias.
O Moca com 38 dias

domingo, 9 de dezembro de 2012

Novos bebés!

Fotos novas dos bebés, grupo dos sossegadinhos :)
Nascidos entre os dias 02 de Novembro e 13 de Novembro 2012.
Cores disponíveis: Verde (2), Verde Face Laranja (2), Verde Opalino (2), Verde Opalino Face Laranja (2).

 Eu e o(a) Rennie
 Foto de grupo com o(a) Jolie no poleiro!
 Só nós 3 é que sabemos!
Coisa mais linda, o(a) Clô!

segunda-feira, 26 de novembro de 2012

Concurso no Facebook

O Natal está a porta, já decoraram a gaiola dos vossos passarinhos? Vamos fazer o concurso "Pimp My Cage". Postem as vossas fotos até 20 de Dezembro e a a foto que tiver mais votos será anunciada como vencedora, ganhando um brinquedo da marca Trixie :)
Estou ansiosa para ver essas decorações natalicias que eles tanto gostam!
Se ainda não sabem onde estamos no Facebook sigam o link: http://www.facebook.com/pages/Agarus-Lisboa/274296723903
 

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

O meu Agapornis não reage bem à chegada de outro Agapornis

Já tenho tido algumas "queixas" relativas ao comportamento dos agapornis "solitários", criados à mão, quando de repente lhes chega a casa outro agapornis para fazer companhia. O que tenho a dizer é... muita paciência!

Infelizmente só o tempo dirá o que pode acontecer e quanto tempo demorará até se entenderem. Tenha paciência. Até então o seu agapornis  não convivia com a especie dele e por isso é estranho ter ali aquela "coisa estranha que se parece com ele". É natural que esteja mais agressivo, até consigo, por ciúme, porque se sente inseguro, porque o espaço dela foi violado, porque é um roseicollis, como um grande criador à mão dos Estados Unidos costuma dizer "roseicollis are the Jack Russels Terrier of the parrot world". Precisam de tempo para se adaptar a novas situações. Todos os dias é um novo dia com progressos, mesmo que não se aperceba.

O meu conselho é brincar com eles fora da gaiola, sente-se a uma mesa e com os dois em cima dela, espalhe alguns brinquedos, algumas guloseimas e deixe-os conviver com vigilância. Não interfira à mínima coisa. Não force os afectos entre eles. Quando conseguirem estar no mesmo espaço se se magoarem ou tentarem magoar, já será um bom avanço. Quando o mais velho é mau, ralhe com ele "meiguinho (nome do traquina)" e afaste o mais novo delicadamente, não afaste o mais velho.

Não adianta de nada fazer festas no mais novo a dizer que é amigo (eu dou comigo a fazer o mesmo deixe lá) porque eles não entendem o que dizemos, entendem as nossas emoções e como as transmitimos.

Com o tempo as coisas compõem-se, não desmoralize.

Eu estive a viver uma experiência nova com as criações de 2010/2011, pois apesar de ter alguns criados à mão, crias com as quais vou ficando ao longo dos anos, o Casca era na verdade o primeiro que tinha sem um par e como tal, muito sensível a intrusos e à partilha do tempo por muitos bebés. É como o filho que não reage bem à chegada dos irmãos e chegou até a entrar em depressão e a mostrar-se progressivamente agressivo para com os outros, logo ele que é tão meigo. O factor agressividade nos agapornis amplia mais quando são fêmeas. Elas quase sempre são "mais" tudo :)

Neste momento já tenho muito mais cuidado com a atenção essa situação.

Em tempos o Casca amigou-se com outro agapornis, apesar de não serem da mesma sub-espécie mas o objectivo não era a criação, deixei-os permanecer juntos. Nunca soube se era macho ou fêmea, só sei que se davam muito bem. Era o Orsi que andou aqui na lista de disponíveis mas que acabou por ficar na casa :) mas mais tarde acabou por ir para outro lar. Nessa altura dei uma atenção especial ao Casca e ele não sofreu com a alteração.

Tempos mais tarde, arranjou a sua companheira, também criada à mão, a Estiquelapeace e aguardo ansiosamente para que tenham a sua primeira criação.

O que é preferivel? Há quem diga que ficam mais mansos sozinhos, há quem diga que não tem nada a ver, há quem diga que precisam de viver em pares, etc. muito se especula sobre essa questão e a única coisa que posso dizer é o que vejo e o que a minha experiência me ensina. Eles precisam de facto de atenção, de serem estimulados, de desafios, de gastar a energia que têm. Se o dono não tiver muito tempo para estar com ele, aconselho a ter o passarinho acompanhado (não necessáriamente em casal).

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Só chove e chove, que bom para os nossos passarinhos!

Olá amigos!
A chuva é um afrodisiaco natural para os nossos agapornis, sabiam?
Óptimos eram os tempos em que podia fazer dos pássaros a minha unica actividade profissional. Aliar o prazer ao ganhar o pão nosso de cada dia, é o sonho de qualquer um, ou devia de ser, na minha opinião.
Muitos são os criadores que se aventuram nestas andanças todos os anos mas é com infelicidade que não os vejo retornar no ano seguinte. Gostava sinceramente que houvesse mais agapornis mansos a serem mimados de norte a sul de Portugal.
Para quem pensa que esta actividade nos enriquece materialmente, desengane-se, o unico enriquecimento é pessoal/espiritual. Lidar com estas aves diáriamente é algo de mágico mas também dispendioso, se quisermos fazer as coisas como deve de ser, claro.
Em São Domingos de Rana as criações estão mais avançadas. O Rambo e a Limão são aquela máquina! Na Ericeira, o Casca e a Estiquelapeace estão a criar pela primeira vez e já contam com 3 ovinhos. A Estica tem estado empenhada ao máximo a chocar, só espero que estejam cheios.
Criar com aves mansas não é pera doce, têm manias por demais LOL

Beijocas e muitos pius